O que é Bitcoin? Um guia introdutório.

Conheça a moeda digital que está revolucionando a economia global.

O que é Bitcoin? Um guia introdutório.
Imagem por André François via Unsplash

Você provavelmente já ouviu falar de Bitcoin. As chances são altas que isso tenha ocorrido por meio de alguma alguma notícia acerca da alta valorização do ativo, ou por meio de algum convite para investir, vindo de algum familiar ou conhecido que afirmou que estava ganhando bastante dinheiro com a moeda digital. O Bitcoin vem, cada vez mais, obtendo notoriedade na imprensa e no mundo dos investimentos, mas você sabe o que realmente é a moeda digital? Compreenda, de uma vez por todas, neste texto.


Apesar de também chamada de moeda, o Bitcoin difere das moedas fiduciárias tradicionais (reais, dólares, euros etc.), em vários aspectos. O primeiro deles é no aspecto físico. O Bitcoin e as criptomoedas são ativos totalmente virtuais, que não existem no mundo físico.


Além disso, o Bitcoin é moeda descentralizada, ou seja, não é controlada por um Banco Central. Não há um órgão central que emite ou remove deliberadamente unidades da moeda. O Bitcoin obedece unicamente as linhas do seu código de programação, criado em 2009 por um pseudônimo misterioso intitulado Satoshi Nakamoto. A real identidade de Satoshi permanece desconhecida até os dias de hoje.


Dentre as regras presentes neste código que rege o funcionamento do Bitcoin, há a característica do Bitcoin ser uma moeda de natureza deflacionária.  Enquanto moedas fiduciárias como o real e o dólar possuem natureza inflacionária, oriunda da constante emissão de novas unidades monetárias pelos bancos centrais, o Bitcoin possui um número máximo pré definido de moedas em circulação (termo conhecido como supply) de 21 milhões de unidades. Atualmente existem mais de 18,2 milhões de moedas em circulação (86,6% do supply total), e esse número aumenta diariamente de maneira decrescente, até que os 21 milhões sejam finalmente atingidos por volta do ano 2140.


A natureza deflacionária do Bitcoin gera sobre o ativo digital uma alta expectativa de valorização por parte de entusiastas e investidores. O argumento é de que enquanto o Bitcoin se torna cada vez mais um bem escasso, sua popularidade aumenta, fazendo com que o preço do ativo tenda a subir a longo prazo com base na lei econômica da oferta e demanda.


A característica de descentralização do Bitcoin também está intimamente ligada ao fato dessas transações serem feitas de ponto-a-ponto (peer-to-peer). Em outras palavras, isso significa dizer que pagamentos e transferências de Bitcoins não necessitam de bancos, adquirentes, gateways de pagamentos ou quaisquer outros intermediários entre as partes. As únicas partes envolvidas em uma transação são o pagador e o beneficiário. Isso só é possível por conta da tecnologia por trás do Bitcoin, chamada de Blockchain, que permite com que essas transferências ponto-a-ponto possam ocorrer de forma segura, pública e imutável.


Essas transações ponto-a-ponto são processadas pelos chamados “mineradores de Bitcoins”. Os mineradores são usuários que emprestam seu poder computacional para processamento das transações de bitcoins de outros usuários. Como recompensa, os mineradores recebem as novas moedas geradas pela rede. Conforme mais mineradores decidem unir-se a rede, maior a soma do poder computacional empregado na rede Bitcoin, e mais difícil se torna o processo de mineração. No início era possível minerar com qualquer computador caseiro, mas atualmente, somente computadores ultra-potentes, rodando com energia elétrica a baixíssimo custo, conseguem fazer da mineração de Bitcoins um negócio rentável.


O armazenamento de Bitcoins é feito em carteiras próprias para guardar criptomoedas. Por ser um ativo digital, inicialmente só existiam carteiras totalmente virtuais, acessadas por computadores e smartphones. Atualmente já é comum no mercado encontrar cartões físicos que podem funcionar como um cartão de débito ou até um gift card de bitcoin, mas as carteiras digitais permanecem como preferência dos usuários.


O Bitcoin possui seu preço definido exclusivamente pela lei econômica de oferta e demanda. As negociações ocorrem nas chamadas exchanges, empresas que ligam compradores a vendedores do ativo - assim como fazem as corretoras de ações na Bolsa de Valores. No entanto, o Bitcoin é negociado em escala global, em exchanges de diversos os países, com par em diversas moedas locais e até em outras criptomoedas. Diferente da Bolsa de Valores, as negociações ocorrem ininterruptamente, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano. Todos esses fatores contribuem para um grau de volatilidade altíssimo do Bitcoin, comparado a outros ativos ainda que de renda variável. As outras criptomoedas (popularmente conhecidas como altcoins) costumam ser mais voláteis que o Bitcoin.


Cada vez mais, o Bitcoin e as criptomoedas vem conquistando um espaço importante na economia global, sendo crescentemente procuradas para serem utilizadas como diversificação de investimentos, reserva de valor, meio de pagamentos eletrônicos - especialmente entre usuários preocupados com privacidade -, plataforma para desenvolvimento e uso de contratos inteligentes, entre diversas outras funcionalidades.


O número de comerciantes e empresas que aceitam Bitcoins como forma de pagamento ainda é relativamente pequeno, mas vem crescendo ano após ano. Já existem diversas startups que oferecem soluções de pagamentos em criptomoedas, facilitando a vida do lojista que quer se modernizar mas não é profundo conhecedor do tema. A Pundi X é uma delas, com sua maquininha de pagamentos em Bitcoins.


Agora que você já entendeu o que é a moeda digital, aprenda como adquirir Bitcoins e dar seus primeiros passos nos investimentos em criptomoedas.

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